São Camilo Sul - Instalação da Unacon em Concórdia pode demorar cinco anos
11 de novembro de 2015 - 12:43

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Instalação da Unacon em Concórdia pode demorar cinco anos
Esse foi o prazo repassado por integrante do Estado presente no encontro desta segunda. Meta agora é focar numa extensão da referência em oncologia

As inúmeras barreiras que Concórdia ainda terá que romper para ter o serviço de tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município foram expostas durante a audiência pública, realizada pela Câmara de Vereadores, na tarde de segunda-feira, 9. O encontro reuniu lideranças, representantes de entidades e comunidade em geral. A deputada federal Carmem Zanotto (PPS), que tem conhecimento amplo na área da saúde, e a diretora de Planejamento, Controle e Avaliação do SUS da Secretaria de Estado da Saúde, Karin Cristina Leopoldo, participaram do encontro e atualizaram as informações referente à demanda da região, que busca o tratamento para o câncer há anos. Ficou claro que a mobilização deve seguir para conquistar, inicialmente, uma extensão e não uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

De acordo com as informações expostas pela deputada Carmem e também pela diretora Karin, os critérios, segundo a Portaria 140, são maiores para a instalação da Unacon, o que distância Concórdia da conquista. Segundo elas, a luta tanto política, como administrativa deve seguir na possibilidade de uma extensão, que seria o primeiro passo para atender a demanda regional. Neste momento, a mobilização deverá se concentrar na busca por uma extensão da referência de Joaçaba, que já extrapola a média de cirurgias oncológicas, previstas pela portaria. “Essa é uma informação importante, que não tínhamos até então”, destacou o vereador Vilmar Comassetto (PCdoB), que preside a comissão da Câmara que trata da Campanha pela busca do tratamento pelo SUS, em Concórdia.

Para Comassetto, a audiência foi de grande valia, pois serviu para atualizar as informações e prestar alguns esclarecimentos, além de nortear o foco para a sequência da mobilização. “Foram apresentadas sugestões importantes. Temos que nos organizar para pleitear as cirurgias e serviços de diagnósticos”, comentou o vereador. 

O presidente da Comissão Interna de Saúde, Rogério Pacheco (PSDB), que conduziu a audiência pública nesta tarde, diz que o trabalho político continuará sendo feito pela Câmara de Vereadores. “Como a Portaria 140 poderá sofrer alterações, a reinvindicação de Concórdia poderá ser atendida em dois ou três anos. Como está hoje, segundo as manifestações da deputada Carmem Zanotto, esta demora poderia ser ainda maior, mais de quatro anos”, informou Pacheco, ressaltando que o Legislativo vai lutar para reduzir este tempo de espera.

Abaixo assinado

Durante a audiência pública foram entregues as mais de 22.500 assinaturas, coletadas em abaixo assinado regional, que reivindica o serviço de tratamento do câncer, pelo SUS, em Concórdia. Comassetto e o vereador Leocir Zanella (PPS), proponente da audiência, juntamente com Arlan Guliani (PT), conduziram a entrega das assinaturas para a diretora Karin, representante do Estado. As entidades apoiadoras da Campanha realizada pelo Legislativo de Concórdia também participaram do ato. Uma cópia de todo o material será enviada, por meio da Comissão de Saúde da Câmara, para a bancada catarinense na Câmara Federal, com a solicitação de apoio e união de forças para reivindicação popular de Concórdia e região.
ASCOM Câmara

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