São Camilo Sul - Como conviver com as diferenças?
24 de maro de 2017 - 11:02

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Como conviver com as diferenças?
Hospital São Francisco e Plano de Saúde São Camilo apresentam o amor em forma de palestra no Dia Internacional da Síndro

Calça Jeans, camisa e blazer. Pernas cruzadas, de mãos dadas com a tata e fofocando com o professor. João estava sentado na segunda fileira do lado direito (de quem entra) no auditório do Hospital São Francisco. Antônia e Joel em pé falando para um público que queria conhecer novas identidades do amor. Falaram sobre João. Falaram sobre o filho João de 12 anos, portador da Síndrome de Down. Antonia e Joel falaram sobre o amor.

No dia 21 de março é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. Não se tem um número específico de pessoas portadoras da síndrome, mas há uma estimativa na relação de 1 para cada 700 nascimentos. Por esta conta, cerca de 270 mil pessoas no Brasil teriam a síndrome. Ao contrário do que muitos pensam não se trata de uma doença e sim uma alteração na condição genética de algumas pessoas, uma alteração no cromossomo 21. O ser humano tem geralmente 46 cromossomos, 23 são herdados do pai e mais 23 da mãe. O indivíduo diagnosticado com Síndrome de Down tem um cromossomo a mais no par 21, por isto também é conhecida como trissomia 21.

Se no Brasil estimam-se 270 mil pessoas portadoras da síndrome, e o cálculo é feito pelo número de habitantes, em Concórdia estima-se mais de 100 pessoas com Síndrome de Down. O Hospital São Francisco e o Plano de Saúde São Camilo, trouxeram o João Pedro e a sua família para todos conhecer.

João nasceu às 9h da manhã, foi observado por vários médicos, até que chegou a notícia: João tem duas, das oito características de Síndrome de Down. “A primeira reação foi um choque, mas ali mesmo no hospital, antes de chegar em casa, o susto já havia passado. “Assim que chegamos, começamos a pesquisar tudo sobre Síndrome de Down, era um novo mundo surgindo. Um mundo cheio de carinho, carisma e amor”, relembra a mãe Antônia Wurzius.

Quando lhe é perguntado, como é ter um filho com Síndrome de Down, o pai Joel Souza Marques sempre responde: Imagine que você se planejou durante muito tempo, economizou para fazer uma viajem dos seus sonhos a Paris, a cidade luz. Embarcou no avião, não tinha mais como voltar. A ansiedade só aumentava conforme o destino se aproximava. De repente, um desvio no percurso. O avião precisou aterrissar na Holanda. Não tinha como voltar, você estava na Holanda. Obrigou-se a conhecer o novo país. Descobriu que lá era o lugar da beleza, das flores, que era lindo. Começou a entender que o seu destino sempre foi a Holanda e agradeceu pelo avião ter aterrissado no lugar certo.

Enquanto os pais contavam histórias e sobre o fim de um pré-conceito com pessoas especiais, João embalava sorrisos e carinho para a tata, a cuidadora dele há 10 anos, a Clélia Salete Deboni e expressava brincadeiras com o professor de educação especial da Escola de Educação Básica Deodoro, Izaqueo Teixeira, que esteve acompanhando o evento. A tia, Geo e a irmã Maria Alice também estavam presentes.

A Sindrome de Down não é uma doença e não impede que o indivíduo tenha uma vida social natural. “O João começou a caminhar com um ano e cinco meses, aos dois já estava sem fralda. Quando fez seis meses, ao invés de comer papinhas, começou a comer comidas, esmagadas, mas comidas. Já pensando no futuro: comidas mais duras ajudam na fala e também para adquirir hábitos saudáveis”, destaca Antônia.  O pai Joel também lembra que o filho sempre esteve presente na vida social dos pais, “o João sempre nos acompanhou em tudo, pois entendemos que o convívio social ajuda no desenvolvimento”, avalia.

O Dom de ser capaz

“Como conviver com as diferenças?” foi o tema proposto na palestra realizada no último dia 21 pelos pais do João. “O amor” foi a resposta.
Resposta que além de discurso também veio em forma de voz e violão.  Joel aproveitou os dotes adquiridos na adolescência e cantou a música “tocando em frente” do Renato Teixeira. Sendo o refrão “(...)É preciso amor pra poder pulsar (...)” cantado em coro pelas 70 pessoas que estiveram participando e que pode ser visto nas redes sociais do Plano de Saúde São Camilo. https://www.facebook.com/planodesaudesaocamilo/?fref=ts

Saiba mais...

A Associação de Pais e Alunos dos Excepcionais (Apae) de Concórdia acolhe hoje 170 alunos, desses, 27 são portadores da Síndrome. A entidade atua nas áreas de Saúde,  Assistência Social e Educação atendendo pessoas com deficiência Intelectual, múltipla, autismo e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

Texto e fotos: Assessoria de comunicação São Camilo Sul | Rafaela Pille

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