São Camilo
Carta de Identidade das Entidades Camilianas Brasileiras

     1 Nós, Camilianos, da Província Camiliana Brasileira da Ordem dos Ministros dos Enfermos e Delegações - Padres e Irmãos -, declaramos publicamente, através de nossas entidades, nosso compromisso de fidelidade aos ideais do fundador, São Camilo de Lellis (1550-1614). Atualizamos nosso carisma e espiritualidade para o nosso tempo, a fim de servir, com amor evangélico e competência profissional, às novas e futuras gerações, no âmbito da saúde, em suas múltiplas necessidades, sejam elas biológicas, ecológicas, sociais, psíquicas ou espirituais.

 

     2 A missão profética que herdamos do Evangelho e de São Camilo consiste em seguir Jesus no cuidado samaritano dos doentes, “estive enfermo e me visitastes” (Mt 25,36) e “testemunhar no mundo o amor (...) de Cristo para com os doentes” (Constituição, no.1). Segundo nossa Constituição, no coração de nosso ministério, encontramos o compromisso e a consciência de que: “pela promoção da saúde, cura da doença e alívio do sofrimento, cooperamos na obra de Deus criador e glorificamos a Deus no corpo humano e manifestamos nossa fé na ressurreição” (no. 45).

 

     3 Quanto à vida e saúde, procuramos respeitar todas as suas dimensões – biológica, psíquica, social e espiritual. Empenhamo-nos em promovê-las, preservá-las e delas cuidar, segundo os valores éticos, cristãos e eclesiais, desde o momento inicial até o seu fim natural. Incentivamos que este cuidado profissional seja sempre mais de caráter inter, multi e transdisciplinar. Cultivamos uma visão holística e ecumênica, repudiando tudo quanto possa agredir, discriminar ou diminuir sua plena expressão, desde o nível pessoal até o socioambiental e ecológico.

 

     4 Quanto à pessoa humana, reconhecemos, promovemos e defendemos sua inalienável dignidade. Acreditamos que somos filhos (as) queridos (as) de Deus, criados (as) à sua imagem e semelhança. Almejamos que todos (as) primem pelo cuidado responsável, pela escuta atenta e empática e pelo profissionalismo humanizado. Procuramos sempre, seja na educação à saúde, no cuidado dos doentes ou na ação social de proteção dos vulneráveis, “colocar o coração nas mãos” (S.Camilo). Vivendo a fidelidade criativa ao nosso carisma, vamos ao encontro dos que se encontram nas “periferias geográficas e existenciais da vida humana” (Papa Francisco).

 

     5 Quanto aos profissionais de nossas entidades, estes constituem nosso principal e verdadeiro patrimônio. Graças à sua competência humana e profissional, os valores camilianos são preservados e implementados na prática. Procuramos desenvolver e aplicar uma política de recursos humanos visando a sua contínua capacitação humana e profissional. Buscamos criar um clima de união, fraternidade e corresponsabilidade em todos os níveis de atuação. Incentivamos a inserção dos profissionais em atividades missionárias e de voluntariado.

 

     6 Quanto à administração das entidades, empenhamo-nos na busca incessante de novos conhecimentos humanos, científicos, tecnológicos, éticos e pastorais. Esses valores garantem a utilização sustentável e inovadora dos recursos, em vista da humanização das relações e processos, bem como da qualidade dos serviços prestados. A administração de nossas entidades não é um fim em si mesma, mas um instrumento para o exercício eficiente, eficaz e sapiente de nossa missão no mundo da saúde.

 

     7 Quanto às Entidades Camilianas, buscamos sua autossustentabilidade e perenidade, implementamos estratégias que avaliem e desenvolvam seus recursos, alinhando-os com nossa identidade e missão camiliana. Estamos abertos à cooperação e estabelecimento de alianças nacionais e internacionais. Nossas lideranças, seja no âmbito assistencial, educacional ou social, promovem sinergia de esforços e recursos, mútua ajuda e parcerias entre áreas afins. Uma única logomarca é expressão visível das entidades, na sua identidade, unidade e missão, em vista da promoção e construção de uma sociedade mais saudável, justa e solidária.

 

    • NOTA: Este documento foi aprovado pelo Conselho Provincial da Província Camiliana Brasileira em sua reunião ordinária de 14 de março de 2014, ano jubilar da celebração do IV Centenário da morte de São Camilo de Lellis (1614-2014).
História de como os Camilianos chegaram ao Sul
Como os Camilianos chegaram no Brasil?

     Tudo começou bem à camiliana, num hospital de Pádua, com um sacerdote doente, Teófilo Sanson, pároco em Sete Lagoas, Arquidiocese de Mariana, e os capelães que o deixaram edificado com seu zelo pastoral. Sugeriu-lhes uma fundação na sua diocese, oferecendo, inclusive, sua casa paroquial como residência inicial. O superior da comunidade, Pe. João Lucca, interessou-se pela proposta. Era fevereiro de 1922, mês da conversão de São Camilo, ponto de partida de uma “nova escola de caridade”, uma “plantinha” que, segundo o Fundador, estenderia seus ramos pelo mundo.

 

    O Pe. Teófilo escreveu ao Arcebispo, sugerindo que convidasse os camilianos para a sua Arquidiocese. O que escreveu, ninguém sabe, mas no dia 23 de março, D. Silvério escreveu ao Pe. João Lucca formalizando o convite. A carta chegou ao destinatário um mês depois, e este a passou ao provincial Pe. Ângelo Carazzo, que sem mais, foi a Pádua para um encontro pessoal com o Pe. Teófilo, encontro que o deixou “pouco satisfeito e nada entusiasmado”, apesar “das melhores promessas e das mais lisonjeiras esperanças”.

 

     Dias depois, escreveu ao Pe. Lucca que a Província não podia assumir novas fundações “por falta de pessoal e outros graves motivos”. O Pe. Lucca remeteu a carta de D. Silvério ao superior geral, Pe. Alfonso Maria Andrioli, que a interpretou como “vontade de Deus” e não se manteve indiferente.

 
Os primeiros Camilianos

     Os escolhidos para virem para o Brasil foram os padres Inocente Radrizzani e Eugênio Dalla Giacoma. Ambos iniciaram os preparativos para a viagem, mas aguardavam a resposta de D. Silvério à carta do Pe. Geral, pois não queriam partir sem o beneplácito explícito do arcebispo. Infelizmente não chegou resposta. Souberam, por ouvir dizer, que o arcebispo estava muito doente. Por conselho do Pe. Pedro Kraemer, consultor geral, no dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, tomaram a decisão de partir, mesmo sem a resposta do arcebispo.

   

      Desembarcaram no Rio de Janeiro no dia 15 de setembro. Haviam viajado com alguns salesianos que, ao chegarem, os acolheram em seu Colégio Santa Rosa, em Niterói, primeiro ponto de apoio dos camilianos no Brasil. No dia seguinte, mantiveram o primeiro contato com o Núncio, D. Henrique Gasparri, que não demonstrou qualquer interesse pela missão camiliana.

 

     Naquele mesmo dia, partiram para Mariana, com pernoite em Belo Horizonte, chegando ao seu destino no dia 18. Na cidade, ninguém sabia que deviam chegar, nem mesmo o bispo auxiliar, no momento Vigário Capitular. A acolhida foi fraterna, com interesse pela missão camiliana.

 

Já nos primeiros contatos, os dois pioneiros deram-se conta de que o campo não era tão favorável quanto esperavam, apesar de o bispo ter-lhes oferecido um hospital de aproximadamente 100 leitos em Juiz de Fora e outro de 50 leitos em Queluz, além de uma paróquia um tanto problemática.

 

No dia 24, um domingo, Pe. Inocente celebrou missa na Santa Casa de Ouro Preto, onde as irmãs Salesianas prestavam serviço. Em conversa com seu hóspede, a superiora da comunidade fez-lhe compreender que Mariana não era o lugar para iniciar a fundação.

    Rio de Janeiro ou São Paulo?
    •      No dia seguinte, outro salesiano, Pe. Carlos Peretto, externou a mesma opinião, sugerindo como pontos para a fundação Belo Horizonte, Rio ou São Paulo. Um encontro com D. Sebastião Leme, bispo auxiliar do Rio foi mais promissor: “Padre, se não acertar com o Arcebispo de São Paulo, eu lhe abrirei as portas da diocese do Rio”.

       

           O encontro com D. Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo de São Paulo, que estava no Rio para o Congresso, foi rápido e a resposta do Arcebispo pouco animadora: “Se quiser paróquias, podemos tratar do assunto; se não, nem pensar em tratativas”. O Pe. Inocente explicou-lhe que não excluía paróquias, desde que acompanhadas do ministério camiliano. E o Arcebispo retrucou-lhe: “Aqui não podemos resolver nada. Se quiser, pode ir a São Paulo e ver se lá é possível a sua missão. Depois, refira-me. Por enquanto, nenhum compromisso comigo.”

       

           Quem salvou a situação foi o secretário de D. Duarte, Pe. Alfredo Mecca. Ele e o Pe. Inocente decidiram apresentar ao Arcebispo um memorial sobre a Ordem e suas atividades, que o Pe. Alfredo, por ser italiano, conhecia bem.

    Em São Paulo
    • No dia 4 de outubro, o Pe. Inocente estava em São Paulo, com “acolhimento mais que fraterno”. Manteve logo contatos com “pessoas que podiam esclarecer a nossa obscura situação.”

       

      “Com a graça de Deus e paciente perseverança, compreendi logo que São Paulo podia transformar-se num campo imenso de atividade camiliana... resolvi pôr termo às minhas peregrinações, fixando São Paulo como o início de toda a nossa atividade.”

       

      No dia 9 de outubro, teve audiência com o Arcebispo, que lhe disse: “Padre, li o seu memorial... gostei do programa da sua Ordem... será providencial para a minha Diocese e para o Brasil”.

       

      De hóspedes dos salesianos passaram a hóspedes dos capuchinhos, no convento e igreja da Imaculada Conceição, na Av. Brigadeiro Luís Antônio, onde permaneceram até o dia 10 de fevereiro de 1923, pois os frades lhes haviam cedido a capelania do Hospital Humberto I, da Colônia Italiana, não muito distante do convento. O Pe. Dallagiacoma assumiu a capelania no dia 15 de novembro de 1923, iniciando oficialmente a atividade camiliana no Brasil.

Vila Pompeia

Depois do ingresso dos camilianos na Santa Casa, como se fosse um prêmio e apoio da providência aos camilianos, o Arcebispo concedeu-lhes, em usufruto perpétuo, 5.000 m2 de terreno na Vila Pompeia, com capela e pequenas dependências, além de uma escola primária, com a única condição de atender pastoralmente a população da Capela Nossa Senhora do Rosário. Lá surgiu a casa mãe da Província.

 

Foi lá que também surgiu, em 1928, o Ambulatório S. Camilo, primeiro centro camiliano de assistência médica aos doentes no Brasil, unindo, de forma inseparável, em harmonia com o ideal de S. Camilo, a assistência espiritual e corporal, com o Ir. Antônio Guzzetti.

 

Em 1935, o humilde ambulatório, mal acomodado nas dependências da escola, transformou-se em Policlínica São Camilo, com edifício moderno e bem equipado, ampliando e melhorando a assistência aos pobres e não pobres. No dia 10 de setembro de 1944, à sombra da Policlínica, foi lançada a primeira pedra do Hospital São Camilo. Mas a primeira parte só seria inaugurada no dia 23 de janeiro de 1960.

 

Eis as palavras que o então provincial, Pe. Domingos Gava, disse na solenidade da inauguração: “Construir um prédio dessas proporções, sem possuir um fundo econômico, sem ter rendas fixas é empreendimento que está fora da norma comum da vida comercial: francamente diríamos que é empreendimento de loucos ou de santos. Nós, sem querer definir-nos como tais, procuramos imitar os segundos e confiar na divina providência que, se realmente não faltou, como nunca faltará, não nos poupou grandes amarguras e sofrimentos”.

 

Foi assim, com trabalho, sacrifício e a colaboração de muitos que a província construiu as obras básicas que impulsionaram a caminhada dos camilianos no Brasil e que ainda constituem seu principal ponto de apoio.

São Camilo de Lellis
Quem foi São Camilo de Lellis?

São Camilo de Lellis (1550- 1614) é o santo padroeiro dos doentes, dos hospitais e dos profissionais da saúde. Ficou célebre seu grito, junto aos profissionais da saúde de sua época (século XVI), que ainda hoje, não perdeu a atualidade "mais coração nas mãos, irmão". 

 

História: 

 

Pertencente de uma nobre e tradicional família, Camilo de Lellis foi militar e pelo seu caráter, expulso da tropa. Viciado em jogo, levava uma vida profana e decadente. Perdeu todos os seus bens, no momento mais melancólico de sua vida, em uma situação de mendicância, Camilo foi tocado pela graça divina, arrependendo-se de todos os seus pecados, passando a dedicar sua vida a servir, por espírito de caridade, aos doentes pobres em hospitais. Diante de tanta dedicação, fundou a Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como Camilianos. E não é por menos que tornou-se patrono dos enfermos e dos hospitais.

 

Seu sobrenome remonta à história da igreja, época de Teodoro de Lellis, o Cardeal Pio II. Mas São Camilo de Lellis fez a própria história e deixou sua fé e sua dedicação aos enfermos disseminadas por todo o mundo.

 

São Camilo era italiano de Abruzzo, mais precisamente da cidade de Bucchianico. Em 1550, ano de seu nascimento, sua família carregava no sangue virtude, coragem e brio dos que lutaram nas Cruzadas.

 

Com 17 anos Camilo alistou-se como voluntário no exército de Veneza. Naquela época, pôde conviver com o drama dos enfermos que agonizavam diante de várias doenças. Foi dessa época também que Camilo passou a viver com uma dolorosa úlcera no pé, que o acompanhou até o último dia de vida.

 

A vida de Camilo mudou completamente, sofreu diante da falta de condições financeiras e de saúde. Doente, não conseguiu local para internar-se, o que o fez partir para Roma, pedindo auxílio no Hospital Santiago, justamente para tratar da chaga no pé direito. Camilo não tinha dinheiro para pagar o tratamento e ofereceu-se para trabalhos de servente e de enfermeiro.

 

Mal cicatrizada a ferida, Camilo, sem nenhum recurso financeiro, soube que o país recrutava voluntários para combater os turcos. E lá foi ele. Não parou tão cedo. Em 1573, mais um combate. Neste ano, quase restabelecido economicamente, Camilo, mais uma vez, rendeu-se aos prazeres mundanos e atirou-se aos jogos. Perdeu tudo. Ficou a zero, reduzido à miséria. Retornou a Nápoles e prometeu se fazer religioso franciscano.

 

Partiu para Veneza, passando frio e fome, não tinha onde morar, nem dormir. Em uma das derrotas no jogo, deu como pagamento a própria camisa. Depois de muito perambular, conseguiu abrigo no convento dos capuchinhos, momento em que lembrou do voto de tornar-se religioso. Converteu-se realmente.

 

Camilo retornou ao Hospital Santiago, desta vez como mestre da casa. Apesar de doente, tratou dos enfermos como de si. Em 1581, com a saúde precária, decide tratar dos doentes gratuitamente. Em 1582, Camilo teve a primeira inspiração de instituir uma companhia de homens piedosos que aceitassem, generosamente, a missão de socorrer os pobres enfermos, sem preocupação de recompensa.

 

Aos 32 anos voltou aos estudos, sendo ordenado sacerdote aos 34 anos. Em 18 de março de 1586, o papa Sixto V aprova a Congregação Religiosa fundada por Camilo.

 

Em 21 de setembro de 1591, o papa Gregório XIV eleva a Congregação de Camilo ao "status" de Ordem Religiosa.

 

Na guerra que logo em seguida houve na Hungria, os "Camilianos" trabalharam como primeira unidade médica de campo, cuidando dos feridos. Não bastou a Camilo tomar consigo apenas bons enfermeiros e alguns até médicos, os doentes careciam também de assistência religiosa. É evidente que a alma bem cuidada dispõe melhor o corpo para suportar os sofrimentos e sobrepor-se à doença. Vale destacar que antes de ser santo, Camilo não tinha qualquer ligação de fé no Senhor. Muito doente, Camilo renunciou ao cargo de Superior Geral de sua Ordem Religiosa em 1607. Faleceu em Roma aos 14 de julho de 1614.

 

Sua festa é celebrada aos 14 de julho, data de sua morte. Nos primeiros dias de julho de 1614, já no seu leito de morte, recebeu a última comunhão e deixou as seguintes recomendações: "Observai bem as regras. Haja entre vós uma grande união e muito amor. Amai, e muito, a nossa Ordem, e dedicai-vos ao apostolado dos enfermos. Trabalhai com muita alegria nesta vinha do Senhor. Se Deus me levar para o Céu, vos hei de ajudar muito de lá. As perseguições que sofreu nossa obra vieram do ódio que o demônio tem ao ver quantas almas lhe escaparam pelas garras. E já que Deus se serviu de mim, vilíssimo pecador para fundar miraculosamente esta Ordem, Ele há de propagá-las para o bem de muitas almas pelo mundo inteiro. Meus padres e queridos irmãos: eu peço misericórdia a Deus e perdão ao padre Geral aqui presente e a todos vós, de todo mau exemplo que eu pudesse ter dado, talvez mais pela minha ignorância, do que pela má vontade. Enfim, eu vos concedo da parte de Deus, como vosso Pai, em nome da Santíssima Trindade e da bem-aventurada Virgem Maria, a vós aqui presentes, aos ausentes e aos futuros, mil bênçãos".

 

Seu féretro foi marcado por muita comoção e acompanhado por uma multidão. Mas um milagre era visto naquele dia: enquanto preparavam o corpo de Camilo para o funeral, os médicos, estarrecidos, notaram que a chaga havia desaparecido.

 

Em 1746, durante uma festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Bento XIV, no dia 29 de junho, declara Santo o nome de Camilo de Lellis.

 

Em 1886, Leão XIII declarou São Camilo, juntamente com São João de Deus, Celestes protetores de todos os enfermos e hospitais do mundo católico.

 

  • Aos que cuidavam dos doentes nos hospitais de então, sem delicadeza, advertia e recomendava: "Mais coração nas mãos, irmão".

  • Enquanto as mãos fazem o que devem, os olhos vejam o que lhe falta, os ouvido estejam atentos aos seus pedidos, a língua lhe dirija palavras de conforto e a mente e o coração orem por ele. 

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